É ser máquina
Na guerra da civilização
É ter que sair das mãos
Cansadas, desajeitadas ou não
O produto de muito trabalho
Regulado pela guerra da competição
E como boa máquina que és
Terás como compensação
Alguns prémios de produção
Se quiseres melhor lugar
Mais terás de trabalhar
É sorrires, curvar e não protestar
São os degraus que tens de escalar
E não te podes esquecer
Que há sempre o prémio a receber
Mas no fim de tantos prémios
Terás um grande a receber
Quando te disserem
Que já és máquina cansada
Que já não vales nada
E que terás de te amontoar
Às outras já falhadas
Passarás ao esquecimento
Recebendo como provento
A terça parte do teu prémio
225Euros mês
Que mal chegará para o teu sustento
E no fim da conclusão
É sentir que foste máquina
Emprestada, manipulada,danificada
Para prémio da civilização.
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